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Imaginando o Matriarcado

As fontes chinesas tradicionais designavam certas sociedades autônomas como “reinos de mulheres”, seja nos casos em que homens não estavam presentes na população ou que as mulheres ocupavam a cabeça do Estado. Este artigo procura identificar e discutir os reinos de mulheres, como conhecidos na China Tang, sob duas categorias: 1ª. Reinos míticos construídos por lenda e imaginação e 2ª. Reinos históricos localizados no oeste do Tibet, no Japão e na Coeria, os quais, de fato, interagiram com a China Tang. Na luz da corrente visão sobre matriarcado, apenas a caracterização chinesa do reino tibetano, antes do século oitavo, pode ser entendida como evidência de um verdadeiro matriarcado em termos de governo feminino, sucessão matrilinear e residência matrilocal. Apesar dos reinados quase contemporâneos da única mulher “imperador”, Wu Zetian, das três rainhas reinantes da Coreia Silla e da meia dúzia de imperatrizes do Japão Yamato/Nara, nenhum destes “reinos de mulheres” pode ser entendido como matriarcados, pois as mulheres, em geral, não exerciam um governo dominante no Estado ou na sociedade

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SALLES, Bruno Tadeu; GARCIA, Ana Batista Pacheco . Imaginando o Matriarcado 'reinos de mulheres' na China Tang. Goiânia, 2025.