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Henrique VI de Hoenstaufenem majestade: uma análise de suas representações imagéticas entre o Liber ad honorem augusti (1197) e o Códex Manesse (1340)

Buscamos neste artigo analisar os desenvolvimentos das representações iconográficas do monarca em majestade entre os séculos XII e XIV a partir das imagens que representam o imperador Henrique VI do Sacro Império Romano extraídas do Liber ad honorem Augusti (1197) e do Codex Manesse (1340). Henrique VI é um monarca pouco estudado pela historiografia medievalista brasileira, que costuma dar mais atenção aos seus antecessor e sucessor imediatos, os imperadores Frederico I e Frederico II. Contudo, se trata de uma figura de grande importância em seu período, sendo responsável pela expansão considerável do programa de revitalização do prestígio imperial herdado de seu pai, através da conquista do Reino Normando da Sicília, da submissão de diversos reinos ao Sacro Império Romano e a liderança no movimento Cruzado, além de poeta. Analisamos a produção iconográfica focada em Henrique VI através de processos de despersonalização e estereotipificação das representações, e recorrendo ao princípio das mesmas, durante a dinastia Otônida (século X), assim como através dos processos de instituição de uma monarquia transpessoal no Império a partir do século XI.

Citação completa

ARAUJO, Vinicius Cesar Dreger de. Henrique VI de Hoenstaufenem majestade: uma análise de suas representações imagéticas entre o Liber ad honorem augusti (1197) e o Códex Manesse (1340). OPSIS, [S. l.], v. 14, n. 2, p. 339–359, 2014.